
Você já ter ouvido no seu dia-a-dia que uma das categorias que mais tem se destacado entre os itens de HPC no canal farma é a dos dermocosméticos. Mas a propagação dos conceitos e benefícios dos dermocosméticos não pode prescindir da atuação dos farmacistas.
Dermocosméticos – ou cosmecêuticos – são parodutos com atividade nas camadas mais profundas da pele, capazes de promover modificações fisiológicas que resultam em melhora de aspectos físicos na pele, sempre embasado por estudos clínicos. Esses produtos são intermediários entre os medicamentos e os cosméticos, todavia são reconhecidos regulatoriamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária como cosméticos Grau 2, ou seja, produtos com indicações específicas, cujas características exigem comprovação de segurança e/ou eficácia, bem como informações e cuidados quanto ao modo e restrições de uso.
"Com o desenvolvimento da ciência e tecnologia surgiram novas substâncias capazes de passar algumas barreiras da pele que antes não eram possíveis, e hoje não sabemos muito bem onde se classificam os produtos que tem estes benefícios. Esse é, ainda, um assunto controverso. E a legislação encontrou essa como melhor classificação para diferenciar cosméticos convencionais e cosmecêuticos", explica Leandro Ribeiro, gerente de Trade Marketing de Ache Laboratórios.
"O dermocosmético é o cosmético que mais se aproxima de um medicamento. Vendidos com exclusividade em farmácia, são produtos usados como complementos terapêuticos dos tratamentos dermatológicos e possuem comprovações clínicas, feitas através de rigorosos protocolos desenvolvidos por dermatologistas", explica Henric Sark , diretor superintendente de Cosmética Ativa da L'Oréal Brasil, das marcas La Roche-Posay e Vichy.
É fato que a primeira compra de um cosmecêutico, principalmente se for uma nova marca, vem por meio de uma prescrição médica, pois são produtos de alto valor agregado, com uma complexidade tecnológica, que não impulsiona a compra espontânea. Isso porque não é possível medir o custo x benefício antes da compra. E, como foi dito, o desembolso é alto. "No comparativo, os cosméticos têm valor bastante baixo, cores e aromas que atraem a consumidora, o que facilita a compra por impulso. Portanto, é mais fácil a consumidora entrar na farmácia para comprar um analgésico e levar um cosmético do que um cosmecêutico. A consumidora só compra um cosmecêutico quando já fez alguma experimentação, que gera uma fidelização", defende Leandro Ribeiro, do Aché.

![]() |
Copyright ©2008 Drogarias Big Ben - Todos os direitos reservados. |
![]() |